24.3.13

it's over



O que é o fim?
Por quanto tempo uma pessoa pode caminhar para o precipício sem perceber? Meu Deus!
Fico a me questionar quantos passos já gastamos e quantos ainda tem até a beira do nada, até cairmos no looping infinito do não ser...  O quanto de uma história é necessário para se inscrever no peito de alguém?
Quantos passos constituem algo como uma história?
Quantos questionamentos, tamanho aperto no peito!
Chegamos ao fim?
Cheguei eu mesma ao fim de quem posso ser?
O Relógio andando impiedoso, as horas, dias, meses e anos passando enquanto caminhamos, caminhamos... Para onde?!
Por vezes acho que caí há algum tempo em um precipício de incertezas, de não saber o que... E este turbilhão não permite que me movimente.
De que me adianta movimentar-me? Seria apenas correr para outros precipícios... Expor-me em palavras, baixando a guarda para quem quer que seja, para os desconhecidos próximos, estranhos do cotidiano. E que é que isso resolve afinal?
De quantos passos somos nós constituídos meu bem? Ah, sou ainda o seu bem, o bem de alguém?
Vejo o tempo passar, as estações e meu corpo imóvel, minha alma congelada... A existência humana é das mais duras sentenças: uma solidão sem fim, conjunta. Viver assim aprisionado no dia a dia, neste corpo que sequer escolhemos... Tamanha crueldade!
Imobilizados e sós com nossos próprios fantasmas, num sem fim de abismos e labirintos, até a última queda.