O que é o fim?
Por quanto tempo uma pessoa pode
caminhar para o precipício sem perceber? Meu Deus!
Fico a me questionar quantos passos já gastamos e quantos ainda tem até a beira do nada, até cairmos no looping infinito do não ser... O quanto de uma história é necessário para se inscrever no peito de alguém?
Fico a me questionar quantos passos já gastamos e quantos ainda tem até a beira do nada, até cairmos no looping infinito do não ser... O quanto de uma história é necessário para se inscrever no peito de alguém?
Quantos passos constituem algo
como uma história?
Quantos questionamentos, tamanho aperto no peito!
Quantos questionamentos, tamanho aperto no peito!
Chegamos ao fim?
Cheguei eu mesma ao fim de quem
posso ser?
O Relógio andando impiedoso, as
horas, dias, meses e anos passando enquanto caminhamos, caminhamos... Para
onde?!
Por vezes acho que caí há algum tempo em um precipício de incertezas, de não saber o que... E este turbilhão não permite que me movimente.
Por vezes acho que caí há algum tempo em um precipício de incertezas, de não saber o que... E este turbilhão não permite que me movimente.
De que me adianta movimentar-me?
Seria apenas correr para outros precipícios... Expor-me em palavras, baixando a
guarda para quem quer que seja, para os desconhecidos próximos, estranhos do
cotidiano. E que é que isso resolve afinal?
De quantos passos somos nós
constituídos meu bem? Ah, sou ainda o seu bem, o bem de alguém?
Vejo o tempo passar, as estações
e meu corpo imóvel, minha alma congelada... A existência humana é das mais
duras sentenças: uma solidão sem fim, conjunta. Viver assim aprisionado no dia
a dia, neste corpo que sequer escolhemos... Tamanha crueldade!
Imobilizados e sós com nossos
próprios fantasmas, num sem fim de abismos e labirintos, até a última queda.